Desperta, A vida não é um “tanto faz” Descobre o que te faz sentido Não vivas perdido/a Descobre o que te faz sentir vivo/a.
Desperta, O tempo só anda para a frente, E não te dá tempo para arrependimentos. Foco e juízo para não ferir ninguém, Lembra-te, Se amares alguém Que seja por inteiro.
Desperta, Só tu sabes o que sentes E o quão verdadeiro/a és, Não deixes que te diminuam, Crê em ti, Esquece o que sobre ti insinuam.
Desperta, Dá a ti o melhor que a desejas a outros. Lembra-te que até a dor É sinal de vida E se houver uma partida, Será “até um dia”, Porque onde há amor Há alergia E o bater de um coração Que nos dá motivação E energia.
Para e pensa, Nunca sentiste Que o tempo anda depressa demais, Nunca quiseste parar o tempo, Como se fosse possível Agarrà-lo pelas rédeas.
Certos momentos, Ficam na memória São como fragmentos De felicidade, De humildade… Onde não existem máscaras, E apenas nos deixamos abraçar Por esses momentos Que já não conseguimos alcançar, São pedaços da nossa história, Eternizados com um sorriso. E uma lágrima que escorre pelo rosto.
Para e pensa, Não importa se Alguém não te valorizou, Não importa se O que esperavas não aconteceu, O tempo não parou, E tu só precisas de ti.
Para e pensa, A quem doeu as tuas quedas? Quem viveu os teus amores? Se eles não deram certo, Teremos de eternizar as dores? Ou seguir vivendo?
Para e pensa, O tempo não cura tudo É verdade, Mas sabes que tudo tem seu tempo, E devemos ser a nossa prioridade.
Para e pensa, Ninguém vive por ti, E está experiência é tua Tudo está nas tuas mãos, Está é a verdade nua e crua.
Família Pode ser quem nos viu crescer, Quem nos fez gente, Quem nas nossas quedas nos ergueu Ou quem ao nosso lado ficou. Pode ser parente Ou não, E morando longe ou perto, Nem sempre a distância física É compatível com a emocional, Porque cada abraço é diferente, E quando há aquela ligação, Aí é sensacional.
Há família Que são parentes, Há parentes que presentes E se cria uma relação. Há família De prefeitos desconhecidos Que derrepente ficam nossos amigos E para a vida seguem conosco.
A vida é feita de relações, Estas vivem de emoções, E estás emoções são ritmos de energia. Em certas alturas da vida, Será como nas rédeas de um cavalo segurar, Por isso guia-te pelo que te dá mais alegria Para que orgulhoso/a de ti possas continuar.
Patrícia Gonçalves
Dedicado a todas as famílias que cujas ligações tremem, mas não se desfazem
Sigo para o trabalho, Olhando aquela neblina… Por vezes, Parece que o tempo veste a nossa alma, Temos de sossegar E ter calma. Todos temos internas tempestades, Podemos nos chatear, Zangar, Temos de priorizar Quem amamos, Quem, o nosso tempo, aceitamos partilhar Para na vida, À tristeza Não vivermos amarrados.
Olho o céu, Me dá aquele rasgo de saudade, A lágrima caí, Lembrando momentos partilhados, E faço aquele sorriso meio embrulhado, Não é ser forte ou fraco, Talvez por forças de parte E comigo ser humilde, E ser de verdade.
Esse rasgo de saudade Faz parte E é bom, Mas dói… Todos damos E deixamos Nos outros um pouco de nós Criamos na vida laços E não nós.
Encontra o equilíbrio na queda Levanta-te, Mas se chegares a cair, Aproveita o impulso Erguer-te E segue a sorrir.
Os sentimentos… Danados que são, Confundem-nos a cabeça e o coração. Confundem quem se julga forte E quem se faz de fraco… Há quem faça jogos de manipulação, Que brinca com os nossos sentimentos E emoção. Pessoas que também sentem E por mais verdadeiras que sejam Tudo tem um sabor agridoce. São um pedaço de mel Num copo de amargura, E essa dor na nossa alma perdura.
Confiar ou não, É uma dúvida, É uma tortura, Não quero que moa, Quero levantar-me, Seguir, Erguer-me e poder sorrir.
Não é ou foi segredo o quanto tentei, Não desisti, Apenas me priorizei. Apenas inteira consigo seguir em frente.
Numa encruzilhada de sentimentos entrei, Foi um labirinto de emoções, Que me trouxe todo tipo de recordações, Das boas sempre recordarei, Das menos boas ficaram como lição E que não me machuquem mais o coração.
À partida, Todos merecemos o nosso porto seguro, Vida fluida, Segura, E derrubar esse muro, Que vem de cara obstáculo E preconceito.
À partida, Depende de ti a partida, E o tempo que demora a cada chegada. A cada salto, Cada passo à frente, Estás mais perto Do que julgavas distante, E salta se precisares, Uma e outra vez, Para espreitar O que está mais adiante, Mas que depende de ti alcançar.
À partida, Nascer e morrer não está na nossa mão, Mas é no crescer Que a vida nos faz valer cada tostão. Viver não tem preço, Tal como um abraço apertado Do ser amado, Este então nos faz renascer.
À partida Agradeço pela tua companhia, Seja no início ou final do dia.
O caminho é longo, Mas depressa já anda a vida. Todos dias têm as mesmas horas, Só têm diferentes velocidades, Parece contraditório, Mas todos os dias têm diferentes realidades.
No caminho reflito sobre a minha pessoa, Para traçar um rumo, Sem pisar ninguém, E não viver à toa.
É no caminho que escrevo, Porque é o meu momento de pausa, De reflexão. Escrevo sem pressão, Libertando o que tenho em mim, Sem tensão na alma, Nem no coração, Faço poesia que escreveria eternamente, Porque ajuda a libertar a mente, Aumentar minha autoestima E criatividade.
É nos momentos que passamos a sós Que somos mais verdadeiros, E por mais verdades Que não queiramos encarar, Damos por nós nelas pensar.
O tempo faz fluir o teu rumo, A emoção faz o teu impulso, E nela tens de ter firme pulso Para de cabeça quente não agir. Por mais obstáculos que possam surgir, És tu que escolhes como reagir.
No caminho é longo, E deixo a imaginação fluir, Se a escrever me sento bem deixa-me ir, Alegrar alguém com certeza, Ter o teu bom feedback é a minha crença.
Quantas vezes olhas para trás? Para o passado, Para o tempo que passou, E na memória ficou, E por alguma razão nos marcou.
Apenas a memória volta atrás. Podemos voltar atrás no caminho, E hoje em dia, Até na programação, Mas o tempo não volta atrás…
Quantas batidas resta ao coração? Quanto tempo temos Para passar com os que amamos? Demos tudo o que somos? Dar tudo não é fazer muito, Mas ser verdadeiro Em tudo o que fazemos, Fazer de coração aberto, Por nós mesmos E pelos outros.
O tempo não tem preço, Mas tem valor. Incalculável, Para estar com quem gostamos Estimável, No que ao trabalho diz respeito. É do valor do nosso empenho Que vem o nosso sustento.
Quando pensamos Nos momentos que queremos congelar, E tempo insiste em passar… Não há dinheiro, Ou valor Que o faça parar.
Queremos congelar aquele abraço, Aquele cantar… Pois sabemos que será eterno, E é tão doce ouvi-lo sem estar a contar. Por vezes quero dormir quando ele aparece, Mas quero aproveitá-lo, Tenho de o ouvir um pouco Enquanto não desaparece.
Quanto vale aquele cantar? Quanto vale aquele abraço? Quanto vale o tempo? Direi depende da companhia Pois a vida deve ser levada Com amor, paz e alegria.
Oh cravo, Que com um simples gesto, Cravaste uma data. Oh cravo, Que diferentes memórias E significados Tens para diferentes seres.
Oh cravo Que és símbolo de mudança, Que tudo o hoje temos A esse dia o devemos.
Oh cravo Que em Portugal, Tanto mudaste, E que tantas vidas, Cá dentro e lá fora, Alteraste. Foi tanto sofrimento No antes e no depois, Mas que não seja em vão, A bravura na altura demonstrada E a coragem de cada um dos que deram voz Tinham no coração.
Oh cravo, Símbolo da voz do povo, Da vontade do povo, Que com o cravo numa mão E com cravos de trabalho noutra, Soubemos dizer não. E tudo o que hoje temos, A esse dia o devemos.
Oh cravo, Que não sejas esquecido, E levado mais além. Que no futuro haja um povo mais unido, Protegido, Que aquilo que chamam “Poder” Seja bem atribuído.
Oh cravo, Para muitos tens significado, Para esses és símbolo de um dia Para sempre lembrado Com muitos nervos, Esperança E alegria. Para outros tantos és feriado, Que mesmo para esses, Que desse dia nada têm lembrança, Que tenham o conhecimento, Que honrem o dia, Vivendo o dia-a-dia Com esperança E harmonia. Que a dor passada, Seja lembrada. Que a liberdade Seja honrada, E valorizada.
Oh cravo, Que mostras hoje Que o político tem palco, Mas o povo é plateia, Que não se deixa prender na teia, E junto fala mais alto. Que não se quebre esta a corrente, E que o valor humano Esteja sempre presente.
Como foi antes daquela madrugada? Como é agora? Cada um conta a versão de lhe convém, À medida que o povo contava cada vintém, Até que um dia Aquela gente decidiu não ficar parada.
Soprou um vento de mudança, Que emporrou Quem hoje chamamos de heróis. Não se tratava de ser melhor, Mas sim, De podermos ser, Podermos estar, Podermos viver, Podermos amar. Só assim, Depois de darmos voz Ao que o coração em silêncio dizia E pelos nossos direitos lutar, Fizemos da coragem um movimento E com sentimento, Vergar que a nós o fazia.
Foi assim em Abril, em Portugal. Muito mudou, E muito há ainda por mudar, Direitos que apenas em papel Se fazem parecer, Há quem com muita palavra Nos tente manipular.
Ser humano é respeitar A opinião, Opção de cada ser E é ser livre de sua vida viver.
Voa andorinha Voa, Essa e a imagem que muitos de ti têm E do barulho ensurdecedor, E ao mesmo tempo encantador que fazes, Mas há tanto que ninguém vê.
Andorinha Que voas atrás da primavera, Batalhadora desde o primeiro voou Que tanto te custou Tanta coragem precisaste E força usaste.
Andorinha aí andorinha, Que de tanto voar, Parece que andar tua cabeça no ar. Muito lutas-te para cá estares Contra ventos e adversários Em teu ninho e pelos ares.
Andorinha Que do ninho voou, Pelas cidades E campos sobrevoou. A travar desafios e amizades Para um dia uma família formar, Seu cantinho conquistar E por vilas e aldeias Também cantar.
Andorinha que voas sob cada flor Misturas o teu preto e branco Com tanta cor, Que nossa vida vais pintando. Numa estação que nos trás A chuva, o sol e vento, Essa mistura tela de cores Vai o nosso dia alegrando.
O tempo vai passando, Com o teu cantar E essa palete de cores, Nos vais animando E no nosso rosto Um sorriso desenhando.
Caminhamos, Corremos, Caímos, Damos voltas e voltas, E os momentos de felicidade Têm cada vez um prazo mais curto.
Mantém o foco Essa é a realidade. Ser feliz É aproveitar momentos E viver numa constante procura Faz parte.
Procuramos, Ser felizes Procuramos, Valores pessoais Como a lealdade, Honestidade E respeito, Que em nossa personalidade Estão cravados, Com humildade São demonstrados.
Tanta letra e pontuação Que por nós passa… Não será essa procura então As reticências Das nossas crenças, E todas as experiências Gravadas em todas as nossas memórias. Histórias passadas Serão contadas. Que a procura não te enlouqueça, Nem te desvie do caminho, Foco em quem queres ser O pé no chão tem de permanecer.
Segue, Por mais que doa, Acredita em ti, No que mereces, És capaz E no que te satisfaz.
Não baixem os braços, Arregaça as mangas E não te rendas, Baixa o rosto Apenas para dos olhos tirares a venda.
Render? O cansaço moi pernas, costas e braços, Mas a batalha diária. Ergo-me Porque respiro E se respiro tenho forças para continuar. Cada passo é um momento, Vamos aproveitar.
Não me rendo À dor, Sou eu que a tenho, Não me rendo, À tristeza Sou eu que a tenho. Não me rendo, Porque um dia Não são dias E acredito que virão mais alegrias.
Respeito É o valor humano Que engloba todos os outros. “Errar é humano”, É o que diz o povo e é certo, Mas há erros Que não se limpam ou tampam com pano. Respeito, Pode ser, A meu ver Não fazer a terceiros O que não gostamos para nós. Parece simples explicar, Mas cada um de nós tem em mente Um exemplo para imaginar.
Respeitar É desejar que a vida traga bons ventos, Bons ares, Para que estes arrumem As mentes perturbadas, Baralhadas, Que brincam E desrespeitam Pessoas que merecem mais E devem ser bem amadas.
Respeitar, É deixar ir O que nos perturba a mente E amar-nos a nós O quanto gostariamos que os outros sejam.
Respeito, Não tenho de ser igual a outros, Nem os outros igual a mim. Não tenho de compreender, Perceber, Ou põe-me no lugar, Mas respeitar Se é diferente, Mas me respeita.
Errar, É Como cair, Faz parte, Mas que não vire arte, Seja só rabisco, Tudo pode melhorar, Toca a levantar As mangas arregaçar E em nós mesmos trabalhar. Respeitar os outros como a nós mesmos.
Povo, Que tanto sofreste pelo que hoje tens direito. Povo, Que destes voz e união, À esperança que muitos traziam ao peito. Povo, De força e coragem, Foram a voz Do que muitos traziam no coração, Mas que por medo permaneceram sós. Povo, Que lutas-te, E de amarras nas mãos te ergueste.
Povo de hoje, Se hoje és livre, E cada erro pode ser apenas asneira, Pensa de outra maneira, Pensa, Que nem diferente podias ser, Se em pé querias permanecer. Pensa E luta, Toda a vida tem valor, E esta liberdade, Conquistada com muita dor, Suor E amor. Valoriza aos que te ajudaram a ter voz.
Tanto tempo já passou, E a saudade que para sempre ficou, Da ligação que sempre tivemos, E a vida que vivemos.
Lembrar-me-ei Eternamente, Das noites passadas Trocando ideias e filosofias. Em nossas conversas Nem sempre estávamos de acordo, Mas nossa ligação Nunca dava para o torto Ficando assim gravada em meu coração.
Já bem diz o ditado É a falar que a gente se entende, Experiências e ideais trocamos, Bons momentos passámos Em serões hoje lembrados, Que em mim um sorriso cravaram De lembranças que para sempre ficaram.
Juntos construímos Os traços que me inspiram Muitas vezes em cada poema, Independente do tema.
Hoje digo que, Quem gostamos não parte, pois em cada um de nós deixa parte, E assim continua vivendo Em nossa memória E coração permanecendo.
Eu sou, Eu sinto, Eu quero, E em nada te firo ou magou Quero ser livre E expressar-me sem julgamentos.
Tenho os meus conceitos, Que por mim foram feitos, Pelo caminho que tracei, Por tudo que passei, Pelo que me foi ensinado, E por cada momento passado. Pois cada vida é uma música, Que toca de jeito diferente, Pois cada um sabe quem é, O que quer E o que sente.
Ouvi algures, “Minha vida é meu fado”, Nem todos têm de gostar, Entender, Ou compreender, Mas sim respeitar
Viver, Deve ser como uma dança, Cada um tem seu jeito, Ninguém tem de pisar ou faltar ao respeito. Põe um sorriso no rosto E dança… Liberdade é respeito pela vida de cada um.
Mar de sentimentos, De belos momentos, Vividos, Sentidos, Na memória lembrados Na pele e alma, Eternamente lembrados.
Saudade… Marcaste E em nossos corações ficaste Não te quero prender, Mas está dificil largar-te Quem aprendi a amar Comigo para sempre vai ficar.
Gratidão, Sentimento que fica Por da tua vida ter feito parte Aprendi a amar-te Não quero largar-te.
Grata estou Pelo que em mim deixaste E para sempre ficaras Pois nos nossos corações Deixaste… Uma imensa saudade.
Sei que quem amamos nunca parte Que de nós fica a fazer parte, Na nossa alma e memória Ficará cravada E cada lembrança tua Em mim será arte Lembrada com um sorriso E uma lágrima no olho.
Azul como o mar Profundo, Que o destino estremeceu, Que com as tempestades amadureceu. Feito de dores, E de alguns já desfeitos Amores.
São histórias vividas, Capítulos superados, Que ainda por algumas feridas por sarar, Segue em frente…
Há muito por escrever. E a terra Que o azul do mar não tapou Um dia será sorriso por tudo o que foi E orgulho de tudo o que se viveu Tudo o que se superou.
Azul como céu de um dia belo, Limpo e transparente, Faz o tempo voar E sua companhia Agradecer e contemplar.
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